24 janeiro 2011

O perigo mora ao lado!!!


A cena assusta. A menos de um metro de um desmoronamento mora o aposentado Raulino Monn, 79 anos. Conta tranquilamente que na tarde de sábado, sentado num banco viu o barranco desmoronar. O filho Antônio Monn, 54 anos, com medo de ocorrer algo com o pai, levou para sua casa para ficar em segurança. A casa construída em 1829 tem parte da frente comprometida é na rua Gersino Querino Porto em Santo Amaro da Imperatriz. _As telhas já quebraram e dá para ver tranquilo que a parte da frente cedeu. A mãe já morreu e o pai recebe apenas um salário mínimo de aposentadoria. Ele não tem para onde ir. Caso contrário já teríamos tirado ele dali_ afirma o filho Antônio Monn, 54 anos.

Raulino não sente medo de morar na casa onde criou os cinco filhos e ainda guarda fortes lembranças da mulher. _Não vai acontecer nada. Se fosse para acontecer já teria a água me levado_ diz o viúvo com um forte sotaque alemão.

No caminho para a casa, explica ter construído os acessos com a perna ainda engessada. _Fiz tudo isso aqui com a minha perna ainda ruim. Aqui tenho o meu canto. Criei meus cinco filhos e tenho minha geladeira, as minhas coisas e minha televisãozinha_ completa.

Vizinhos ficam apreensivos com a situação de Raulino. _Não tem uma chuva em que todos não ficam com medo de que ocorra algo com o seu Raulino. Alguém tem que tomar uma atitude antes que ocorra algo com ele_ disse uma vizinha que prefere não ser identificada.

23 janeiro 2011

"Deus deve ter esquecido de nossa localidade"



Ian Silva Leite (foto acima), três anos, dormia tranquilamente na tarde deste domingo. Enquanto isso, o pai, Claudemir Marciano Silva Leite, arrumava as roupas doadas num canto do ginásio Forquilhão em São José, na Grande Florianópolis, onde 110 pessoas estão abrigadas. Eles moram no loteamento Solemar, e pouco restou inteiro na casa da família depois que a chuva atingiu o local neste fim de semana.

O pai trabalha como servente e acredita que a situação, que já era complicada, agora fica ainda mais difícil. — Passamos por muitas dificuldades. Mas agora vai ficar pior. Não temos mais nada em casa. A comida estragou. Os móveis e eletrodomésticos também. Não sei mais o que irei fazer — lamenta ele.

Josué Soares Veloso (foto acima), oito anos, entrou pela janela da casa para abrir a porta ao pai, João Arlei Veloso, neste domingo. Era a tentativa de voltar para casa, mas o local ainda está cheio de lodo. Eles também estão hospedados no ginásio Forquilhão. — Não tem jeito meu filho. Ainda temos que ficar no ginásio — explicou o pai ao filho.

Ainda abalado pela situação diz que parece que Deus esqueceu da localidade onde moram: — Não temos como morar em outro local. Quem mora no local conhece a situação de perto.
— Basta chover por duas horas para não termos mais sossego. Nossa situação é complicada e não temos o que fazer e nem para onde ir — afirma Valdir Vas, que mora com a mulher e mais oito filhos num pequeno casebre no loteamento Benjamim.

12 janeiro 2011

Direito para poucos...


Manoel Darci da Silva, 45 anos e a esposa Juliana da Silva Machado, 53, se preparavam para mais um dia de intenso trabalho. Foram surpreendidos no terreno de sua residência, na localidade de Papaquara, na praia de Canasvieiras, no norte da ilha de Florianópolis, pelos fiscais do Floran acompanhados por policiais fortemente armados.

Vieram para demolir uma parte da casa paralisada desde sexta-feira quando foram avisados. _Não entendo como um cidadão como eu, que paga IPTU desde 2006 e compra esta propriedade por R$ 19 mil, tem parte da casa derrubada.

As autoridades no local deram 40 minutos para o casal desocupar o local para ser feito a demolição. _Conheço pessoas com a mesma situação que eles resolveram de outra forma. Pagaram uma multa e foi tudo resolvido. Como na sexta os fiscais disseram que iriam conversar comigo hoje, pensei que com a gente seria da mesma forma.

Moradores da localidade de Papaquara observavam atentos a operação. Alguns receberam orientação dos fiscais da Floran. Manoel pediu apoio da comunidade para agilizar a retirada. _Somos todos uma família aqui na comunidade. Todos se ajudam _disse um morador enquanto tira a mesa e fogão do amigo.

A maioria dos pertences do casal foi amontoada na cozinha. A retroescavadeira trabalhava na derrubada das paredes e Juliana era amparada por amigos. _Gente o que iremos fazer agora? Não tinhamos nem terminado de quitar as compras para a obra. Vamos ter que dar um jeito_ dizia aos prantos.

Uma moradia foi totalmente derrubada. Nela não havia indicios de alguém morando. Madeiras foram retiradas de um riacho usada como ponte.

08 janeiro 2011

A simpatia japonesa...



Este casal simpático conheci numas das andanças pelo belo e fantástico estado catarinense. Moram em Frei Rogério numa colônia japonesa. Tadaomi Suzuki, 85 anos, o mais velho do local, onde os costumes tradicionais são mantidos como no país asiático, é casado com Yaeko Suzuki. Na época fazia uma reportagem especial sobre o centenário da imigração japonesa. Queira mostrar na imagem a simpatia deste exemplar casal. Eles ainda trabalham todos os dias no cultivo da horta e no corte de lenha. O humor deles irradia uma luz contagiante.

Os donos das praias



Eles são bonitinhos, carismáticos e donos do pedaço. A maioria mora nas praias do litoral catarinense. Com a chegada dos turistas o jeito é dividir o pequeno espaço de areia com os cachorros. A maioria é abandonada ainda filhotes e aprendem a se virar para sobreviver. A culpa não é deles e sim dos babacas que abandonam por não ter responsabilidade em criá-los.

O jeito é relaxar



Voltei. Depois de alguns meses de excesso de trabalho e descanso retorno ao batente. O Verão bomba em Santa Catarina e infelizmente alguns fatos permanecem no cotidiano de todos. Para o casal de Brasília Nicolas Caballero e Mariana de Menezes e Dona, os intempéries nos voos resultaram na espera no aeroporto de Florianópolis. A publicitária resolveu dar uma descansada no colo do marido. Ele passava o tempo lendo revista e Dona observava o movimento no aeroporto.